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Como configurar um balcão de ponto de venda — Lista de verificação de hardware para pequenas empresas

Índice

Para o cliente, um balcão de ponto de venda (PDV) parece simples: uma tela, um sinal sonoro do leitor de código de barras e um recibo. Porém, por trás desse balcão, cinco ou mais dispositivos de hardware precisam estar conectados corretamente e se comunicando entre si para que a primeira transação seja processada. Erros nessa configuração podem resultar em uma gaveta de dinheiro que não abre, uma impressora que trava ou um leitor de código de barras que não reconhece o software. Este guia explica cada componente de hardware em um balcão de PDV para pequenas empresas, como eles se conectam e os erros de configuração que causam problemas logo no primeiro dia.

Que tipo de hardware vai num balcão de ponto de venda?

Um terminal de ponto de venda completo possui um conjunto essencial de componentes de hardware. Cada um desempenha uma função específica, e a ausência de um deles geralmente implica em uma solução improvisada que torna todas as transações mais lentas.

Terminal POS — A unidade principal com tela sensível ao toque, processador, armazenamento e portas de E/S. É o hub ao qual todos os outros dispositivos se conectam. Para um balcão fixo, um terminal de mesa multifuncional de 15 polegadas com caixa de liga de alumínio é a opção padrão — sem ventoinha, durável e projetada para 12 a 16 horas de operação contínua diária.

Impressora de recibos — Uma impressora térmica que produz recibos em papel. Ela também tem uma segunda função: acionar a abertura da gaveta de dinheiro através de um cabo RJ11. A maioria das impressoras de recibos comerciais se conecta ao terminal via USB ou porta serial (COM). As impressoras térmicas usam calor em vez de tinta, portanto não há cartuchos para substituir — apenas rolos de papel.

Leitor de código de barras — Lê os códigos de barras dos produtos e envia os dados para o terminal de ponto de venda (PDV). Para um balcão fixo, um leitor USB com fio é mais confiável do que um sem fio — sem necessidade de carregar bateria, sem problemas de pareamento Bluetooth e com resposta instantânea. Os modelos portáteis funcionam para a maioria das lojas de varejo; os leitores de apresentação (com as mãos livres) são mais rápidos para balcões de supermercados ou lojas de conveniência com alto volume de vendas.

Caixa registradora — Armazena dinheiro, moedas e, às vezes, cheques. A gaveta se conecta à impressora de recibos (não ao terminal) por meio de um cabo RJ11. Quando uma transação é concluída, o software do PDV envia um comando de impressão e a impressora envia simultaneamente um pulso elétrico para abrir a gaveta. Não é necessária fonte de alimentação separada.

Conexão de rede — Um cabo Ethernet conecta a porta RJ45 do terminal ao seu roteador ou switch. Este cabo transmite os dados da transação para o servidor ou nuvem do seu software de PDV. A conexão Ethernet cabeada é mais estável do que o Wi-Fi para um balcão fixo — sem quedas de conexão em horários de pico e sem interferência de equipamentos de cozinha.

Hardware opcional (adicione conforme o tipo do seu negócio)

Visor voltado para o cliente — Uma segunda tela pequena (7 a 10 polegadas) ou um simples visor VFD que exibe o total da transação para o cliente. Útil para transparência e agilidade no caixa, mas não essencial para todos os estabelecimentos. Um visor VFD custa de US$ 10 a US$ 15 e se conecta via porta COM; uma tela LCD completa custa de US$ 30 a US$ 80 e utiliza uma saída de vídeo (VGA ou HDMI).

Terminal de pagamento — Um leitor de cartões para cartões de crédito/débito e pagamentos por aproximação. Este dispositivo é normalmente fornecido pelo seu processador de pagamentos (e não pelo fabricante do terminal POS) e conecta-se ao terminal via USB ou possui sua própria conexão de rede. Seu software POS precisa ser compatível com o modelo específico de terminal de pagamento fornecido pelo seu processador.

expositor de cozinha ou impressora de cozinha — Para restaurantes e cafés, os pedidos precisam chegar à cozinha. Um sistema de exibição na cozinha (KDS, na sigla em inglês) mostra os pedidos em uma tela; uma impressora de cozinha imprime os comprovantes em papel. Ambos se conectam através da sua rede local. O KDS é a abordagem moderna — sem desperdício de papel, os pedidos podem ser adiados e priorizados na tela.

Quiosque de autoatendimento — Para restaurantes de serviço rápido ou lojas de varejo com grande fluxo de clientes, um quiosque de autoatendimento Permite que os clientes façam pedidos ou finalizem a compra de forma independente. Trata-se de uma unidade de hardware separada, com tela, leitor de pagamento e impressora de recibos próprios — não conectada ao terminal do caixa.

Como tudo se conecta

O terminal POS é o centro da configuração. Todos os periféricos se conectam a ele (exceto a gaveta de dinheiro, que se conecta através da impressora). Aqui está a fiação padrão para um balcão típico de pequenas empresas:

Dispositivo Conecta-se a Cabo/Porta
Leitor de código de barras Terminal POSUSB
Impressora de recibos Terminal POS USB ou COM (serial)
Caixa registradora Impressora de recibos (não o terminal)RJ11
Rede / Internet Terminal POS Ethernet RJ45
Visor do cliente (VFD) Terminal POS COM (serial)
Visor do cliente (LCD) Terminal POS VGA ou HDMI
Terminal de pagamento Terminal POS ou rede própria USB ou Ethernet (dependendo do processador)

Um detalhe crucial que a maioria dos guias de configuração omite: a gaveta de dinheiro se conecta à impressora de recibos, não ao terminal de ponto de venda (PDV). Se o seu terminal não possui uma porta RJ11 direta, isso é normal — a gaveta recebe o sinal da impressora. Se o seu terminal possui uma porta RJ11, essa porta também foi projetada para acionar a gaveta diretamente; consulte a documentação do seu software de PDV para verificar qual método ele suporta.

Cinco erros de configuração que causam problemas no primeiro dia.

1. Não realizar um teste completo de ponta a ponta antes da abertura. Cada dispositivo pode ligar corretamente individualmente, mas o teste real consiste em um ciclo de transação completo: ler um código de barras, processar uma venda, imprimir um recibo e verificar se a gaveta de dinheiro abre. Execute este teste pelo menos cinco vezes. Se alguma etapa falhar, você descobrirá isso durante o primeiro pico de movimento, em vez de durante um período de configuração mais tranquilo.

2. Conectar o cabo RJ11 da gaveta de dinheiro na porta errada. Algumas impressoras de recibos têm duas portas RJ11 — uma de entrada (do terminal, raramente usada) e uma de saída (para a gaveta de dinheiro). Conectar o cabo da gaveta na porta de entrada significa que a gaveta nunca receberá o sinal de abertura. Consulte o manual da impressora para saber qual porta RJ11 é a de acionamento da gaveta.

3. Usando Wi-Fi para um balcão fixo. O Wi-Fi parece mais simples porque não há cabos para passar, mas apresenta quedas de conexão, picos de latência e interferências — especialmente em restaurantes onde micro-ondas e equipamentos de metal interferem no sinal. Um único cabo Ethernet do terminal ao roteador elimina todos esses problemas.

4. Não instalar os drivers dos periféricos antes de conectar os dispositivos. A maioria dos terminais de ponto de venda (PDV) com Windows requer drivers para impressoras de recibos e, às vezes, para scanners. Conectar uma impressora antes de instalar o driver pode resultar na atribuição de um driver genérico pelo sistema operacional, que não é compatível com a função de acionamento da gaveta de dinheiro da impressora. Instale primeiro o driver do fabricante e, em seguida, conecte o hardware.

5. Esquecer de configurar o modo de teclado do leitor de código de barras. Muitos leitores de código de barras USB vêm configurados por padrão para o modo "keyboard wedge", que digita os dígitos do código de barras como se alguém estivesse digitando em um teclado. A maioria dos softwares de PDV espera esse modo, mas alguns exigem que o leitor seja configurado para emulação serial ou um formato de dados específico. Se os códigos de barras lidos aparecerem no campo errado ou com caracteres extras, o modo de comunicação do leitor precisa ser reconfigurado — geralmente lendo um código de barras de configuração do manual do leitor.

Requisitos mínimos portuários para o seu terminal.

Antes de comprar um terminal POS, conte os periféricos que você planeja conectar e verifique se o terminal possui portas suficientes. Aqui está o mínimo necessário para um balcão de atendimento padrão de pequenas empresas:

Portas USB: no mínimo 3 — uma para o leitor de código de barras, uma para a impressora de recibos (se for USB), uma para o terminal de pagamento ou uma porta extra. De quatro a seis portas USB permitem adicionar periféricos posteriormente sem a necessidade de um hub.

Porta COM (serial): no mínimo 1 — para impressoras antigas, displays VFD ou periféricos especializados. Mesmo que você planeje usar apenas dispositivos USB agora, ter uma porta COM disponível evita problemas de compatibilidade posteriormente.

Ethernet RJ45: 1 — para conectividade de rede com fio.

Saída de vídeo (VGA ou HDMI): 1 — necessária apenas se você planeja usar um visor LCD voltado para o cliente. Ignore esta opção se estiver usando um visor VFD (que usa COM) ou se não houver visor para o cliente.

Para uma análise detalhada de como a contagem de portas funciona, O material da caixa e outras especificações afetam o preço do terminal. , consulte o guia de compra de terminais POS econômicos. Ao adquirir terminais de um fornecedor, fabricante Sempre solicite a ficha técnica completa de E/S antes de confirmar seu pedido.

Perguntas frequentes

De que hardware preciso para um balcão de ponto de venda básico?

Um balcão de ponto de venda (PDV) básico requer cinco componentes de hardware: um terminal de PDV (a unidade principal com tela sensível ao toque), uma impressora de recibos (térmica USB ou serial), um leitor de código de barras (USB com fio para balcões fixos), uma gaveta de dinheiro (conectada via RJ11 através da impressora de recibos) e uma conexão de rede (cabo Ethernet conectado à porta RJ45 do terminal). Adições opcionais incluem um visor voltado para o cliente, um terminal de pagamento do seu processador de pagamentos e uma impressora de cozinha, caso você trabalhe no ramo alimentício.

Como uma gaveta de dinheiro se conecta a um terminal POS?

Na maioria das instalações, a gaveta de dinheiro não se conecta diretamente ao terminal de ponto de venda (PDV). Em vez disso, ela se conecta à impressora de recibos por meio de um cabo RJ11. Quando uma transação é concluída, o software do PDV envia um comando de impressão para a impressora de recibos, que simultaneamente envia um sinal elétrico pelo cabo RJ11 para abrir a gaveta de dinheiro. Essa configuração em série significa que você precisa de uma impressora de recibos com uma porta RJ11 pass-through, que a maioria das impressoras térmicas comerciais inclui.

Devo usar conexões USB ou seriais para periféricos de PDV (Ponto de Venda)?

USB é o padrão para a maioria dos novos periféricos — scanners, impressoras e terminais de pagamento geralmente usam conexões USB. Conexões seriais (porta COM) ainda são usadas para algumas impressoras de recibos antigas e periféricos especializados. Se você estiver configurando um novo contador do zero, o USB é mais simples e tem suporte mais amplo. Se você estiver integrando com equipamentos existentes que usam conexões seriais, certifique-se de que seu terminal de ponto de venda (PDV) tenha pelo menos uma porta COM para evitar a necessidade de um adaptador.

Posso usar Wi-Fi em vez de Ethernet para meu terminal POS?

Você pode usar Wi-Fi, mas a conexão Ethernet cabeada é recomendada para instalações fixas em balcões. O Wi-Fi introduz latência, é vulnerável a interferências de micro-ondas e outros dispositivos (especialmente em ambientes de restaurantes) e pode sofrer quedas de conexão durante os horários de pico, quando a rede está congestionada. Um cabo Ethernet conectado à porta RJ45 do terminal fornece uma conexão estável e dedicada para os dados da transação. Reserve o Wi-Fi para dispositivos POS móveis ou portáteis que precisam se movimentar pela loja ou pelo salão de refeições.

Qual é o erro mais comum na configuração de hardware de PDV (Ponto de Venda)?

O erro mais comum é não testar todos os periféricos juntos antes de entrar em operação. Muitas vezes, as empresas desembalam cada dispositivo, confirmam que ele liga e presumem que a configuração está completa. Então, no primeiro dia de movimento intenso, a gaveta de dinheiro não abre porque o cabo RJ11 está conectado à porta errada da impressora, ou o leitor de código de barras lê os códigos, mas o software do PDV não reconhece o formato. Sempre execute um teste completo de ponta a ponta — escaneie um produto, processe uma transação de teste, imprima um recibo e verifique se a gaveta de dinheiro abre — antes de abrir para o público.

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